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5 artigos mais acessados em maio 5 artigos mais acessados em maio
A Pubvet elaborou uma lista com os cinco artigos mais lidos no mês de maio! Agradecemos a comunidade de pesquisadores e profissionais atuantes que... 5 artigos mais acessados em maio

A Pubvet elaborou uma lista com os cinco artigos mais lidos no mês de maio!

Agradecemos a comunidade de pesquisadores e profissionais atuantes que fazem da nossa revista uma referência para as áreas de Medicina Veterinária e Zootecnia.


Fibra para ruminantes: Aspecto nutricional, metodológico e funcional

digestibilidademetabolismo energéticoprodução animal 

“A fibra representa um componente indispensável e um dos principais itens da dieta de ruminantes, que dependendo de suas características físicas e químicas pode interferir diretamente na fisiologia digestiva do rúmen. Na prática, a fibra no balanceamento das rações recebe termos diferenciados, de acordo com suas características de solubilidade e degradação. Dentre esses termos, inclui FB (fibra bruta), FDN (fibra em detergente neutro) e FDA (fibra em detergente ácido), sendo a FDN mais relacionado aos carboidratos estruturais (celulose, hemicelulose e pectinas), o qual é mais utilizado por interferir no aproveitamento da dieta pelo animal, em que sua quantidade pode estimular ou inibir o consumo de alimento pelos ruminantes. Com base nas características físicas da FDN surgiram dois conceitos: FDN fisicamente efetiva (peFDN) relacionada ao tamanho da partícula e FDN efetiva (eFDN) relacionada a capacidade do alimento em manter o percentual de gordura do leite. O termo FDA refere-se a celulose, lignina, sílica e proteína, sendo utilizada para quantificar a hemicelulose por diferença da FDN. A fibra estimula a mastigação, serve como substrato aos microrganismos, contribui para manutenção dos padrões fermentativos e estabilidade do ambiente ruminal. Assim, a fibra na dieta de ruminantes quando não disponibilizada em quantidade e qualidade aos animais, pode comprometer o desempenho e interferir nas características dos seus produtos finais, além de causar distúrbios no metabolismo energético dos animais”.

Autores: Carla da Silva Carneiro, Fernanda Lima Cunha, Lúcia Rosa de Carvalho, Kênia de Fátima Carrijo, Alexandre Borges, Marco Antônio Sloboda Cortez


Gato x gestante. Avaliação do conhecimento da população sobre a toxoplasmose

gatogestaçãotoxoplasmose, transmissão

“A Toxoplasmose é uma zoonose causada pelo protozoário Toxoplasma gondii que pode ser transmitida ao homem principalmente pela ingestão de alimentos contaminados, como frutas e verduras, além de carne crua ou mau cozida contendo cistos. Apesar dos felinos terem um papel muito importante no ciclo da doença, desenvolvendo a reprodução sexuada do protozoário, o contato com o gato envolve parte muito baixa na transmissão da doença. Esse estudo avaliou o conhecimento da população em relação ao papel epidemiológico do gato. Foi observado que muitos desconhecem a principal forma de transmissão da toxoplasmose e culpam o gato, sugerindo, inclusive, o distanciamento da gestante durante a gestação”.

Autores: Ed Wilson Santos, Silvio L. Souza, Cesar Augusto Dinola Pereira


Parâmetros hematológicos de cães apresentando corpúsculos de Lentz em esfregaço sanguíneo

cãocinomosecorpúsculo de lentz, parâmetros hematológicos

“A cinomose é uma das doenças virais mais importantes em cães no Brasil, causada pelo Morbillivirus da família Paramyxoviridae, é uma doença severa e altamente contagiosa que acomete cães e outros carnívoros de forma multissistêmica. O objetivo deste trabalho foi descrever os achados hematológicos em cães infectados naturalmente pelo vírus da cinomose, atendidos no período de Setembro de 2013 a Maio de 2014 no Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal do Piauí. Foram utilizados os arquivos dos animais atendidos no período de Setembro de 2013 a Maio de 2014 do Hospital Veterinário e do Laboratório de Patologia Clinica do HVU-UFPI. Entraram para pesquisa todos os cães em que foram encontrados corpúsculos de Lentz em esfregaços sanguíneos confeccionados e corados pelo método de Panótico rápido. Durante este período foram colhidas amostras de sangue 3.413 cães e enviadas ao laboratório de Patologia Clínica Veterinária, dos quais, 1,55%, foram diagnosticados cinomose baseado no achado de corpúsculo de lentz em esfregaço sanguíneo. A anemia, leucopenia, linfopenia, eosinopenia e trombocitopenia, foram as alterações mais frequentes, e podem ser utilizadas pelos clínicos veterinários como recursos diagnósticos auxiliares na cinomose canina, mas esta deve ser devidamente confirmada através de outros métodos de diagnóstico mais precisos”.

Autores: Gardenia Alves da Silva, Estéfane Kelly Dias Araújo, Ana Gabriela Pereira Moura Leite, Dalvan Fortaleza Alencar, Alan Costa do Prado, Wellson Andrade de Oliveira, Janaína de Fátima Saraiva Cardoso


Actinobacilose bovina: Revisão

actinobacilosebovino, clínica veterinária

“A actinobacilose é uma enfermidade caracterizada por produzir inflamação piogra-nulomatosa crônica nos tecidos moles e cadeia linfática da cabeça e pescoço. Ocorre mundialmente de forma esporádica, com maior frequência em bovinos, embora também possa acometer ovinos, suínos, equinos e caprinos. O agente etiológico é Actinobacillus lignieresii, um cocobacilo Gram negativos da família Pasteurellacea que, habita as superfície da mucosas oral e gástrica. A infecção ocorre por meio de soluções de continuidade na cavidade oral ou na pele provocado por alimentos duros ou grosseiros, podendo acometer diversos órgãos de forma sistêmica ou isolada. O tratamento baseia nas aplicações de iodetos em várias doses no caso de iodeto de potássio, ou em dose única quando utiliza iodeto de sódio, além de terapia com antibióticos de largo espectro. Esse trabalho teve como objetivo uma atualização sobre o tema actinobacilose bovina desde sua etiologia, epidemiologia, patogenia, manifestações clínicas, diagnósticos, tratamento, prognóstico, controle e prevenção”.

Autores: Yanne Aciole da Silva, Wendel de Souza Mendonça, Alcir Martins Pereira, Francisco das Chagas Cardoso Junior, Francisco Solano Feitosa Junior, Taciana Galda da Silva Tenório


Abscesso hepático em bovinos: Revisão

antibióticosdietas, ruminites

“Os abscessos hepáticos são considerados sequelas de quadros de acidose ruminal e ruminites em bovinos alimentados com dietas ricas em carboidratos altamente fermentáveis, e pobres em volumoso. O Fusobacterium necrophorum é o principal agente etiológico, e o segundo patógeno mais frequentemente isolado é o Arcanobacterium pyogenes, atualmente denominado de Trueperella pyogenes. Na maioria das vezes os abscessos hepáticos são diagnosticados e encontrados no exame post-mortem durante o abate dos bovinos, pois raramente há manifestação de sinais clínicos. Macroscopicamente eles são observados como uma área de inflamação purulenta, envolvida por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso, que pode variar em espessura e tamanho, atingindo até 15 cm de diâmetro. Os abscessos hepáticos são apontados como um enorme problema econômico para produtores e também para a indústria frigorifica, já que são associados a uma diminuição no consumo da dieta, ganho de peso, rendimento de carcaça e a condenação do fígado. Portanto, há uma busca incessante para prevenir e reduzir a incidência de abscessos hepáticos, principalmente por meios alternativos ao uso de antibióticos, como a produção de vacinas e a manipulação das dietas, uma vez que a utilização de antibióticos é contestada por diversos países devido ao risco de induzir a resistência antimicrobiana em humanos. Desta forma, o objetivo desta revisão é reunir e discutir informações a respeito da incidência dos abscessos hepáticos em bovinos, bem como sua importância econômica, etiologia, patogenia, diagnóstico e prevenção”.

Autores: Rones Goulart de Paula Júnior, Pedro Paulo Tsuneda, Luiz Eduardo Senra e Silva, Rodrigo Delbem Almeida, Núbia Bezerra do Nascimento Matos

 



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