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5 artigos mais acessados em outubro 5 artigos mais acessados em outubro
A Pubvet elaborou uma lista com os cinco artigos mais lidos no mês de outubro! Aproveite para conhecer o que mais chama a atenção... 5 artigos mais acessados em outubro

A Pubvet elaborou uma lista com os cinco artigos mais lidos no mês de outubro! Aproveite para conhecer o que mais chama a atenção de nossos leitores.

Agradecemos a comunidade de pesquisadores e profissionais atuantes que fazem da nossa revista uma referência para as áreas de Medicina Veterinária e Zootecnia.


Cetoacidose diabética: Revisão

acidose, cetose, diabetes, hemogasometria

“A cetoacidose diabética é definida como uma grave alteração metabólica, caracterizada pela tríade de hiperglicemia persistente, acidose metabólica e hipercetonemia associada a cetonúria. Ocorre frequentemente em pacientes com diabetes que possuem quantidade insuficiente de insulina, rotineiramente pacientes diabéticos não diagnosticados ou que sofreram omissão de terapia insulínica. O diagnóstico e tratamento da cetoacidose podem ser desafiadores. Diante da importância e aumento dos casos de cetoacidose diabética em cães e gatos, essa revisão tem como objetivo auxiliar o médico veterinário e estudantes na compreensão da fisiopatologia, diagnóstico e tratamento”.

Autores: Luciana Wolfran, Mônica Kanashiro Oyafuso, Silvia Cristina Osaki


Bem-estar dos animais nos zoológicos e a bioética ambiental

Animais de cativeiro, zoológico, Bem-estar animal

“Os zoológicos objetivam a conservação de espécies, o desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional, a pesquisa científica, a educação ambiental e o lazer, porém a população busca os zoológicos principalmente para recreação e lazer, sendo que a maioria dos visitantes são famílias com crianças que pretendem apreciar a vida selvagem em companhia, sendo educação, fuga e introspecção menos importante, a oficialização dos zoológicos requer o cumprimento de exigências normatizadas pela legislação de cada país, a aquisição destes animais também precisa obedecer às normas rígidas de importação ou coleta em habitat natural, sendo que a fauna indígena não pode ser vendida nem trocada com outros estabelecimentos a não ser que seja fornecido permissão e aval dos órgãos competentes, condicionada à animais excedentes e devendo ter nascido em cativeiro, dentro das prioridades e obrigações morais dos zoológicos encontra-se a demanda de propiciar condições para que os animais exibam comportamentos naturais e automaticamente otimizem as condições de bem-estar animal”.

Autores: Matheus Hernandes Leira, Lucas Silva Reghim, Luciane Tavares Cunha, Letícia Salomé Ortiz, Cynthia de Oliveira Paiva, Hortência Aparecida Botelho, Lívia da Silva Ciacci, Mirian Silvia Braz, Natália P Pereira Dias


Apitoxina: Utilização do Veneno da abelha Apis mellifera

apicultura, apiterapia, saúde humana

“As abelhas Apis mellifera foram introduzidas no Brasil há 179 anos. Esses insetos sociais são manejados pelos humanos há milênios, pois seus subprodutos eram utilizados no antigo Egito especialmente pelos sacerdotes para alimentar animais sagrados, em rituais e cerimônias. Além do mel outros produtos apícolas são utilizados pelos humanos como pólen, cera e mais recentemente seu veneno. Apitoxina é o nome dado ao veneno produzido pelas abelhas A. mellifera, utilizada para defesa individual ou da colônia. Apresenta em sua composição proteínas, enzimas, aminoácidos e lipídios. A descoberta das propriedades biológicas da apitoxina no século XIX, permitiu verificar que os compostos bioativos desse produto podem desempenhar importante papel no tratamento de uma diversidade de doenças. Tal fato a torna um importante produto apícola, apresentando vasto potencial farmacológico com efeito anti-inflamatório, cicatrizante, neuroprotetor, antitumoral e analgésico. As propriedades terapêuticas da apitoxina vêm sendo alvo de pesquisas que buscam empregar esse produto apícola em tratamentos médicos alternativos. Esse artigo de revisão aborda inicialmente sobre a introdução da Apis mellifera no Brasil e o desenvolvimento da apicultura, bem como aspectos da morfologia da glândula de veneno e apitoxina dessas abelhas melíferas. Como segundo objetivo foram discutidos artigos sobre características farmacológicas e biológicas da apitoxina e finalmente principais doenças que podem ser tratadas de forma alternativa com a apitoxina, mostrando o vasto potencial farmacológico e a eficiência desse produto apícola”.

Autores: Maria Claudia Colla Ruvolo-Takasusuki, Paula Martins de Souza


Obesidade canina: Revisão

canídeos, epidemiologia, sobrepeso

“A obesidade é uma condição patológica caracterizada por um acúmulo de gordura maior que o necessário no corpo, capaz de prejudicar a boa saúde e o bem-estar animal. Pode ocorrer em consequência da sobrecarga de fornecimento de carboidratos e gorduras excedendo o gasto energético diário, castração, sedentarismo, além de problemas endócrinos e genéticos. Essa variação na epidemiologia da obesidade vem contribuindo para maior dificuldade de identificação da causa primaria da enfermidade. Diante disso esta revisão tem por objetivo expor os aspectos epidemiológicos, clínicos, os métodos disponíveis para diagnostico da obesidade e algumas formas de tratamento”.

Autores: Sayenne Ferreira Silva, Allana Karolyne Figueredo de Brito, Bruno Aguiar Andrade Freire, Layane Marques de Sousa, Irley Milarindo Pereira


Hidrocefalia congênita em cão idoso

canino, convulsões, fontanela, hidrocefalia, tomografia

“No período de formação do sistema nervoso fetal podem ocorrer falhas, levando a problemas após o nascimento, como a persistência da fontanela, a qual é decorrente da não calcificação das suturas cranianas. A hidrocefalia é um tipo de alteração congênita causada pela inadequada circulação do líquido cefalorraquidiano que ao acumular-se promove aumento do volume e consequente dilatação dos ventrículos cerebrais. Pode ser congênita ou adquirida, e as raças mais predispostas de cães são aquelas de pequeno porte. Dentre os sinais clínicos mais comuns da hidrocefalia estão as deformidades no crânio, na órbita ocular, ou o aumento da pressão no tegumento mesencefálico, depressão, apatia, delírio, cegueira, ataxia, demência, agressividade, irritação, dificuldade de adestramento e aprendizagem, andar em círculos e convulsões. A anamnese do animal deve ser realizada adequadamente, seguida pelo exame clínico e neurológico, podendo ser necessária a solicitação de exames laboratoriais e de imagem para se fechar o diagnóstico da hidrocefalia. Exames de imagem como ultrassonografia encefálica, tomografia computadorizada e ressonância magnética vêm proporcionando, atualmente, um melhor suporte como meios diagnósticos. Dentre os fármacos utilizados na terapêutica clássica estão: corticosteróides, diuréticos e agentes osmóticos, os quais atuarão diminuindo o edema cerebral e, por conseguinte, a pressão intracraniana. Pacientes que tiverem episódios convulsivos precisam receber terapêutica específica. Dependendo do caso, o tratamento à base de medicamentos é eficiente, porém, para um melhor controle dos sintomas, algumas vezes, indica-se a cirurgia de desvio ventrículo-peritoneal. Relata-se um caso de um canino Poodle, 11 anos de idade, fêmea, que após ter sofrido trauma craniano e realizado exame tomográfico, foi diagnosticada com hidrocefalia congênita e fontanelas persistentes em região frontal e bilateralmente, entre os ossos parietal e temporal. A paciente foi tratada com terapia clássica, utilizando-se corticóides (dexametasona e prednisona) e diuréticos (manitol e furosemida), obtendo-se sucesso na recuperação”.

Autores: Renata Martins de Lima, Marcelo Weinstein Teixeira, Fabiano Séllos Costa, Lorena Adão Vescovi Séllos Costa, Elayne Cristine Soares da Silva

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