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5 artigos mais acessados em dezembro 5 artigos mais acessados em dezembro
A Pubvet elaborou uma lista com os cinco artigos mais lidos no mês de dezembro! Aproveite para conhecer o que mais chama a atenção... 5 artigos mais acessados em dezembro

A Pubvet elaborou uma lista com os cinco artigos mais lidos no mês de dezembro! Aproveite para conhecer o que mais chama a atenção de nossos leitores.

Agradecemos a comunidade de pesquisadores e profissionais atuantes que fazem da nossa revista uma referência para as áreas de Medicina Veterinária e Zootecnia.


Botulismo canino: Revisão

Clostridium botulinum, cão, neurotoxina

“O botulismo tem como agente causal Clostridium botulinum, bacilo gram positivo anaeróbico obrigatório, formador de endosporos, encontrado no solo e em muitos sedimentos de água fresca. É uma afecção neuroparalítica, sendo descritas sete neurotoxinas (A a G), sendo a C mais comumente encontrada em pequenos animais. Em cães, o alimento geralmente está contaminado com a neurotoxina do tipo C, causando bloqueio da acetilcolina nos receptores da junção neuromuscular, geralmente de horas a dias após a ingestão, causando paralisia de neurônio motor inferior, com fraqueza rápida progredindo para decúbito. O objetivo desse trabalho é uma atualização do botulismo canino, como diagnóstico primário ou diferencial em diagnóstico neurológico, abordando desde sua etiologia, incidência, patogenia, manifestações clínicas, tratamento e prognóstico.”.

Autores: Elissandra da Silveira & Sandra Márcia Tietz Marques


Haemonchus contortus em ovinos e caprinos

caprinos, ovinos, parasita

“A Hemoncose é uma verminose causada pelo parasita do gênero Haemonchus, que se localiza no Abomaso de ruminantes. Essa enfermidade é facilmente disseminada no rebanho devido a ingestão do pasto contaminado com a larva em sua fase infectante. Ela geralmente acomete Ovinos e Caprinos sendo o verme, é um organismo difícil de ser eliminado totalmente tanto do ambiente quanto no animal. Seu ciclo necessita de poucos fatores para ser iniciado, assim como, uma temperatura adequada para o desenvolvimento de seus ovos no ambiente.”

Autores: Gabriella Meneses Freitas Silva, Bianca Miranda Amorim, Adrya Hybia de Lima Quirino, Aleudson dos Santos Silva , Leonardo Alves de Farias


Demodicose canina

 cão, Demodex canis, sarna demodécica

“A demodicose é também conhecida como sarna demodécica, sarna folicular ou sarna vermelha. É causada pelo ácaro Demodex canis, um ácaro escavador, que se localiza nos folículos pilosos e glândulas sebáceas. A transmissão ocorre da mãe para os neonatos lactentes, através de contato direto. A demodicose pode ser localizada ou generalizada, juvenil ou adulta. No diagnóstico se faz uso dos raspados de pele, cultura e antibiograma e biopsia. No tratamento são utilizadas drogas como amitraz e as alternativas avermectinas e milbemicinas. Pacientes recuperados não devem ser utilizados como reprodutores”.

Autores: Fabrieli Tatiane Lusa, Rodrigo Vieira do Amaral


Abordagem cirúrgica do prolapso retal em felino: Relato de caso

canal anal, intestinal, gato, protusão

“O prolapso retal é uma protrusão ou eversão da mucosa retal sendo mais relatada em animais jovens, geralmente sendo uma consequência de distúrbios subjacentes que causam esforço intestinal e persistente, dentre outras causas. O objetivo do presente trabalho foi relatar o caso de um felino sem raça definida, com 2 meses de idade, atendido no Hospital Veterinário Metropolitano, Caucaia, Ceará, Brasil, apresentando anorexia, prostração e prolapso do reto com necrose. Foram realizados exames laboratoriais para avaliar funções biológicas do paciente. O tratamento cirúrgico eleito consistiu na aplicação de âncoras transversais e ressecção da massa prolapsada e aplicação de suturas únicas separadas para fazer a anastomose. O paciente foi acompanhado nas semanas seguintes e mostrou um retorno às funções fisiológicas normais da defecação, sem complicações de incontinência fecal. Conclui-se que a amputação retal pode ser uma alternativa para o tratamento cirúrgico do prolapso retal em felinos”.

Autores: Tatianne Alexandre Azevedo Viliotti, Anne Nelizia Holanda de Lima, Ingrid Rabelo Rodrigues, Aline Silveira Feitosa, Rebeca de Melo Santos, Sarah Ary Ceni, Maria Ester Crispim Nogueira Fernandes, Richard Elaino de Oliveira Ferraz


Dinâmica folicular ovariana comparativa entre as espécies bovina e equina

Bovino, Equino, Desvio Folicular, Onda Folicular

“O ciclo estral bovino é caracterizado por duas ou três ondas de crescimento folicular e cada onda resulta em um folículo de diâmetro pré-ovulatório. Os tipos de ondas foliculares em éguas são ondas maiores (caracterizadas por folículos dominantes e subordinados) e ondas menores (o maior folículo não atinge o diâmetro de um folículo dominante). Em ambas espécies, a emergência de uma onda folicular é estimulada por uma onda de FSH. Esta onda alcança um pico quando os folículos atingem 4 mm em diâmetro na vaca e 13 mm na égua. Alguns dias depois do pico de FSH e da emergência da onda folicular, os folículos começam a sofrer o desvio. Neste momento, os dois maiores folículos atingem cerca de 8,5 e 7,7 mm em diâmetro na vaca e 22 e 19 mm na égua. O desvio é caracterizado pelo crescimento contínuo do maior folículo tornando-se o folículo dominante e pela redução ou interrupção do crescimento dos folículos remanescentes tornando-se folículos subordinados. Os dois maiores folículos crescem paralelamente até o desvio e o futuro folículo dominante emerge aproximadamente 6h na vaca e 24h na égua antes que o segundo maior folículo. Provavelmente, este é o tempo suficiente para o maior folículo estabelecer o processo de desvio antes que o segundo maior folículo atinja um diâmetro similar. O maior folículo suprime a concentração de FSH na circulação abaixo da necessidade dos folículos menores, o que provoca a regressão destes. Os fatores do folículo inibidores da produção de FSH parecem ser estradiol e inibina. Além da habilidade de suprimir o FSH o maior folículo também desenvolve a habilidade de utilizar reduzidas concentrações de FSH para continuar seu crescimento. Há uma concentração elevada de LH circulante no momento do desvio em ambas espécies e a atividade de IGF-1 aumenta rapidamente no folículo dominante.”

Autores: Andreza Pimenta Oliveira, José Paes de Oliveira Filho, Cesinande de Meira

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