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5 artigos mais acessados em junho 5 artigos mais acessados em junho
A Pubvet elaborou uma lista com os cinco artigos mais lidos no mês de junho! Aproveite para conhecer o que mais chama a atenção... 5 artigos mais acessados em junho

A Pubvet elaborou uma lista com os cinco artigos mais lidos no mês de junho! Aproveite para conhecer o que mais chama a atenção de nossos leitores.

Agradecemos a comunidade de pesquisadores e profissionais atuantes que fazem da nossa revista uma referência para as áreas de Medicina Veterinária e Zootecnia.


Pitiose em equinos

Equino, ficomicose, tratamento

“A pitiose é uma doença piogranulomatosa, causada pelo oomiceto Pythiuminsidiosum. É de ocorrência mundial, sendo mais frequente em regiões de clima temperado, tropical e subtropical. Já foi relatada em vários estados brasileiros, sendo o Pantanal considerado o local com maior frequência de pitiose no mundo. A espécie equina é mais atingida pela doença, havendo vários relatos da doença no Brasil. Seu diagnóstico pode ser realizado pelo aspecto clínico, histopatológico, cultura e isolamento do P. insidiosum, imuno-hitoquímica, ELISA e por meio métodos moleculares. Os métodos terapêuticos mais utilizados para o tratamento da pitiose são: cirurgia, químico, imunoterapia e a combinação destes, sendo a imunoterapia o mais promissor dos tratamentos”.

Autores: Ingrid Bromerschenkel & Giuliano Moraes Figueiró 


Linfangite ulcerativa em equino: relato de caso

diagnóstico, equinos, infecção, vasos linfáticos

“A Linfangite Ulcerativa trata-se de uma patologia infecciosa de caráter bacteriano, que atinge animais sem distinção de raça, idade ou sexo. Tem como principais agentes Corynebacterium pseudotuberculosisStaphylococcus spp., Streptococcus spp., Pseudomonas aeruginosa e Rhodococcus equi. É uma doença prevalente na Medicina Veterinária apesar de ter profilaxia simples, basicamente higiene e privar os animais do contato com vetores ou outros animais infectados. Seu diagnóstico depende de um exame clínico bem realizado se baseando em sinais clínicos, podendo ser auxiliado por diagnóstico laboratorial identificando o agente causador. O tratamento se mostra longo e dependente de diagnóstico. O presente estudo tem o objetivo de relatar um caso clinico da doença mostrando a importância de um diagnóstico precoce e diferencial e uso de antibioticoterapia correta. No caso relatado o animal demonstrou sinais clínicos no membro posterior esquerdo como edema, aumento de temperatura, claudicação grau 4 de 5, foi primeiramente diagnosticado como trauma do membro afetado; e após aparecimento de fistulas, que vieram a drenar secreção purulenta, foi finalmente diagnosticado com Linfangite Ulcerativa. Foi realizado tratamento à base de β-lactâmicos e medidas terapêuticas como higiene, sendo foi constatado melhora do quadro clínico do animal em curto espaço de tempo. Tendo em vista que a doença tem prevalência significativa na Medicina Veterinária e pode ser recorrente muitas vezes, além de evitar uso indiscriminado de antibióticos, deve-se ressaltar a importância da higiene referente ao ambiente em que o equino vive como principal método profilático para novos casos e recorrências destes”.

Autores: Nayara Martins Leite, Mylano Viana da Rocha, Karoline Milhomem de Souza, Paula Bittencourt Vago


Torção uterina em vaca nelore: Relato de caso

bovino, cesariana, distocia, rotação, útero

“A torção uterina é o movimento rotacional do útero sobre o seu eixo longitudinal, sendo mais frequente na espécie bovina do que em qualquer outra. Como o desempenho reprodutivo reflete diretamente nas taxas reprodutivas de um rebanho, as distocias são alvos de estudos, já que resultam em prejuízos econômicos para o produtor. A torção uterina resulta em distocias e sua etiopatogenia ainda não está bem elucidada, mas estão entre os fatores de riscos: movimento fetal excessivo nos estágios iniciais do parto, excesso de peso fetal, abdômen mais profundo em algumas raças, idade e número de partos, causando flacidez da musculatura e ligamentos uterinos. O diagnóstico é baseado no exame obstétrico, pela palpação vaginal e/ou transretal. O prognóstico depende do grau da rotação, tempo de evolução e das sequelas sobre o útero e o feto. Geralmente sendo necessária a intervenção veterinária, podendo ser corrigida apenas com manobras obstétricas e em casos mais graves necessita de cesariana. O presente trabalho objetiva descrever o caso de uma vaca Nelore com aproximadamente dois anos e meio de idade, encaminhada ao Hospital Veterinário de Uberaba, em trabalho de parto e torção uterina. Após a palpação transvaginal e a inviabilidade de sucesso somente com manobras obstétricas o animal foi submetido à cesariana. Vários casos de torção uterina em bovinos são descritos em raças europeias; porém, pouco se conhece desse tipo de patologia em animais da raça Nelore”.

Autores: Igor Hideo Andrade Aoyama, Cândice Mara Bertonha, Vitor Cibiac Sartori, Márcio Freitas Spinoza, Nathali Adrielli Agassi de Sales, Paloma Coutinho Silva, Caroline Martins da Silva


Lipidose hepática secundaria à colangiohepatite em felino doméstico sem raça definida: Relato de caso

disfunção hepática, hiperbilirrubinemia, icterícia

“Este relato mostra o caso de um felino sem raça definida, de um ano e quatro meses de idade diagnosticada com lipidose hepática secundaria à colangiohepatite. Relata a importância dos exames complementares no diagnóstico da doença e o tratamento à base de suporte nutricional contendo alto teor proteico, que demonstrou ser essencial na recuperação do paciente”.

Autores: Lilian Tupinambar dos Reis Lima, Estéfane Kelly Dias Araújo, Mayara Galeno da Silva, Tiago Gonçalves Azevëdo da Fonsëca Honório, Sérgio Diego Passos Costa, Karoline Figueredo Rodrigues, Murilo Ramos Bastos de Oliveira


Dioctophyma renale: Revisão

cães, dioctofimose, parasitologia veterinária, zoonoses

“O Dioctophyma renale é um nematoide, parasita animais domésticos e silvestres que causa a dioctofimose, designada como uma zoonose. Houve relatos raros da presença desse helminto em pele e rins de humanos. Tem maior incidência no Brasil, em cães não domiciliados e de hábitos alimentares pouco seletivos, mas há registros de casos de infecção no país em felinos e em espécies como cachorro do mato, lobo guará, quati e furão. O ciclo evolutivo é complexo e não totalmente elucidado, as infecções são normalmente assintomáticas e diagnosticadas por identificação de ovos em exames parasitológicos de urina e vermes por ocasião de cirurgias, necropsias, eliminações e algumas vezes após identificação por imagem. O tratamento mais eficaz é a remoção cirúrgica do parasito e a retirada do rim afetado, mesmo que a infecção ainda seja rara em algumas regiões, em outras ela ocorre em um crescente número, o que demonstra importância da realização de estudos, uma vez que, os dados da epidemiologia, ciclo biológico e diagnóstico do parasito ainda não apresenta registros claros, sendo em muitas ocasiões achados acidentalmente nas biópsias e cirurgias”.

Autores: Milane Sales de Souza, Grazielly Diniz Duarte, Soraya Abrantes Pinto de Brito, Leonardo Alves de Farias

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